Olha como todos pedalam
Pedalam com técnica
Com classe e jeito
Com gosto e esforço
Falam entre si
E é conversa de competição
Não é inveja, não!
Mas só me pergunto
Porque não saem do mesmo sítio...
Ai os Portugueses!
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Esperança?
Vida é feita de esperas
Olhando para a frente, para trás
Esquerda, direita
Olhar para o nada e ver tudo
Quando tudo no nada existe
Sinceramente, esperar?
Sentar, ouvir
Crer, querer, acreditar
Desejar, iludir
Verdade seja dita
Que a esperança é vil
Lamacenta, prende o corpo
E lá vamos nós, navegando
A ver o risonho futuro
Mas é o nosso?
Não, não é o nosso
Não é, em carne e osso
Aquele que vemos
Crer, até queremos
Porém esticamos as mãos
Quase, mas não chegamos
Se eu amasse com cuidado,
Não me magoava tanto assim
Mas amar com cuidado não é amar
Então sofro so dentro de mim
Olhando para a frente, para trás
Esquerda, direita
Olhar para o nada e ver tudo
Quando tudo no nada existe
Sinceramente, esperar?
Sentar, ouvir
Crer, querer, acreditar
Desejar, iludir
Verdade seja dita
Que a esperança é vil
Lamacenta, prende o corpo
E lá vamos nós, navegando
A ver o risonho futuro
Mas é o nosso?
Não, não é o nosso
Não é, em carne e osso
Aquele que vemos
Crer, até queremos
Porém esticamos as mãos
Quase, mas não chegamos
Se eu amasse com cuidado,
Não me magoava tanto assim
Mas amar com cuidado não é amar
Então sofro so dentro de mim
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Perder...
Hoje sinto-me derrotado
Perdi, inútil e banal
Preso a um sentimento
Que corre as veias e queima o corpo
Porque tenho eu de sentir
Porque me bates por dentro, coração
Quando sabes que magoa essa paixão
Essa radiante força de acreditar
Que faz de mim cego
Se eu pudesse, perfurava-te
Para que jorrasses esse meu sentimento
Veneno que me apodrece o ser
Esse ser que se ajoelha ao espelho
Na imagem, vencido e sem chama
Sim, sou eu que me sento ao teu lado
Mas pouco mais consigo do que te olhar
Porque sei que és proibida
Que és a distância onde quero tocar
Resta-me, por fim, engolir o sonho
Sufoca-lo na minha alma
Antes que o sonho se torne em mim
Há quem fale de ledo engano
Eu, conheço-o de perto
Está em teus olhos, teu olhar
Teus, são infinitos quando penso neles
Sendo assim não posso te-los
Adeus, um simples adeus
Que ficará para sempre preso no tempo...
....E em mim
Perdi, inútil e banal
Preso a um sentimento
Que corre as veias e queima o corpo
Porque tenho eu de sentir
Porque me bates por dentro, coração
Quando sabes que magoa essa paixão
Essa radiante força de acreditar
Que faz de mim cego
Se eu pudesse, perfurava-te
Para que jorrasses esse meu sentimento
Veneno que me apodrece o ser
Esse ser que se ajoelha ao espelho
Na imagem, vencido e sem chama
Sim, sou eu que me sento ao teu lado
Mas pouco mais consigo do que te olhar
Porque sei que és proibida
Que és a distância onde quero tocar
Resta-me, por fim, engolir o sonho
Sufoca-lo na minha alma
Antes que o sonho se torne em mim
Há quem fale de ledo engano
Eu, conheço-o de perto
Está em teus olhos, teu olhar
Teus, são infinitos quando penso neles
Sendo assim não posso te-los
Adeus, um simples adeus
Que ficará para sempre preso no tempo...
....E em mim
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Sonho de Um País
Já não sobra sombra do passado
Quando passado está o velho tempo
Mancha o sangue, seco e podre
O espaço vazio onde morre o corpo
Alma presa, no monumento
Se nos meus olhos nascesse a chama
Quando o teu nome se faz ouvir
Talvez fosse o mar, não a lama
País que chora e já não canta
No tempo em que estás a ruir
O teu chão cheira a pura ruptura
Se te dissecasse agora, serias banal
Perdeste a força para te equilibrares
Na face fúnebre trazes amargura
No peito, um nome, Portugal...
Quando passado está o velho tempo
Mancha o sangue, seco e podre
O espaço vazio onde morre o corpo
Alma presa, no monumento
Se nos meus olhos nascesse a chama
Quando o teu nome se faz ouvir
Talvez fosse o mar, não a lama
País que chora e já não canta
No tempo em que estás a ruir
O teu chão cheira a pura ruptura
Se te dissecasse agora, serias banal
Perdeste a força para te equilibrares
Na face fúnebre trazes amargura
No peito, um nome, Portugal...
sábado, 26 de março de 2011
Acreditar
Sopra um azul nas alturas
De um tom limpo e risonho
Vamos imaginar que o céu é o tempo
E cada nuvem é um sonho
Já que as nuvens se tocam
E os sonhos voam na imensidão
Sejam eles de sorte ou ambição
São tão leves que flutuam
Tão delicados que se misturam
Maior o sonho que formam
Que lá em cima anda
Criado, imaginado por nós
No céu, que é rio sem foz
É magistral e encanta
Vamos olhar o céu uma vez mais
Acreditando ter asas indomáveis
Que do chão arranquem os pés
Pois as nuvens são sonhos alcançáveis
De um tom limpo e risonho
Vamos imaginar que o céu é o tempo
E cada nuvem é um sonho
Já que as nuvens se tocam
E os sonhos voam na imensidão
Sejam eles de sorte ou ambição
São tão leves que flutuam
Tão delicados que se misturam
Maior o sonho que formam
Que lá em cima anda
Criado, imaginado por nós
No céu, que é rio sem foz
É magistral e encanta
Vamos olhar o céu uma vez mais
Acreditando ter asas indomáveis
Que do chão arranquem os pés
Pois as nuvens são sonhos alcançáveis
quarta-feira, 2 de março de 2011
Partir...
Tudo o que o nevoeiro esconde
São os teus passos desenhados
Aqueles que te levam de mim
Amanha, talvez, seja o futuro
Mas não o nosso, só o meu
O que partilhado foi e se perdeu
Não nasce como uma flor no nosso fim
Que seja o final da melodia
Que é teu som, doce hipocrisia
De transformar tão puro sentimento
Em vil e vão tormento
O meu mar é o tempo
Esse mesmo mar que eu perdi
No tempo, meu, para ti...
São os teus passos desenhados
Aqueles que te levam de mim
Amanha, talvez, seja o futuro
Mas não o nosso, só o meu
O que partilhado foi e se perdeu
Não nasce como uma flor no nosso fim
Que seja o final da melodia
Que é teu som, doce hipocrisia
De transformar tão puro sentimento
Em vil e vão tormento
O meu mar é o tempo
Esse mesmo mar que eu perdi
No tempo, meu, para ti...
Insectos
Noite, és o negro som da vida,
Que esconde sombras sobre sombras
E pinta o mar de preto, e a luz,
Aquela que derrubas e tombas
De inveja de seu magro brilho
Mil faces há em ti
De cobardia enterradas e sós
São a malícia, todos sabemos
Mascaras no negro atroz
O pequeno insecto que nos suga
Encontramo-nos, por fim, vazios
Saboreando o pouco sangue que resta
Somos o prato onde finas espinhas ficam
Mas és tu, noite, que não presta
E mancha de miséria a misera justiça
Que esconde sombras sobre sombras
E pinta o mar de preto, e a luz,
Aquela que derrubas e tombas
De inveja de seu magro brilho
Mil faces há em ti
De cobardia enterradas e sós
São a malícia, todos sabemos
Mascaras no negro atroz
O pequeno insecto que nos suga
Encontramo-nos, por fim, vazios
Saboreando o pouco sangue que resta
Somos o prato onde finas espinhas ficam
Mas és tu, noite, que não presta
E mancha de miséria a misera justiça
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
As Tuas Palavras
As tuas palavras em crescendo
Quebram o Mar e o Sol
São flamejantes sobre o vento
Caricias sobre o tempo
Doçuras em coração mole
Elas espalham-se no ar
Como a voz de quem ama
E ao ouvido, a saborear,
Chamam por mim e meu tocar
Reacendem a chama
Todas elas são tuas
Quando tu as traças
Navegam belas como faluas
São sete Mares e sete Luas
São o amor que tu abraças
Quebram o Mar e o Sol
São flamejantes sobre o vento
Caricias sobre o tempo
Doçuras em coração mole
Elas espalham-se no ar
Como a voz de quem ama
E ao ouvido, a saborear,
Chamam por mim e meu tocar
Reacendem a chama
Todas elas são tuas
Quando tu as traças
Navegam belas como faluas
São sete Mares e sete Luas
São o amor que tu abraças
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