Humanos, sempre o fomos
Destinados a evoluir
A sermos estruturas complexas
O coração já não é carne
E de múltiplas faces
Mostramos uma, como a Lua
Lua, que nos observas de tão largas distâncias
Tu, que vives nos céus da grandeza
Procura na tua eternidade de lembranças
O nascimento da nossa franqueza
Porque vivemos nós cegos de ganância
Planeando sempre a nossa condenação
Fechando os olhos sem nunca perceber
Que o verdadeiro ouro, está no coração
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Arquitectos da Sociedade
Arquitectos da sociedade
Governadores de um povo que não é seu
Vivem sentados no seu trono
Distantes da terra, mas não do céu
Dizem-se cautelosos
Nas suas escolhas megalómanas
Mas quando sentimos o seu impacto
Acabamos em ruínas
Assim vivemos, dia-a-dia
Caminhando, sempre manejados
Num trilho feito por outros,
Outros que a nós controlam
Governadores de um povo que não é seu
Vivem sentados no seu trono
Distantes da terra, mas não do céu
Dizem-se cautelosos
Nas suas escolhas megalómanas
Mas quando sentimos o seu impacto
Acabamos em ruínas
Assim vivemos, dia-a-dia
Caminhando, sempre manejados
Num trilho feito por outros,
Outros que a nós controlam
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Cristais
Brilhavam como Sol
Estrelas por entre constelações,
Que rasgavam o céu
Mágicos e tão doces
Chamas que ardiam eternamente
No sabor suave de um olhar
Procurei-te
Só para que pousasses
Sobre mim, os teus olhos
Toda a sua beleza era infinita
Cristais, mais do que diamantes
Raros, nunca de ninguem
Mas para sempre desejados
Talvez fossem mesmo o Sol
Que se afundava no horizonte,
E que sobre o calmo som do mar
Se tornaram eternos
Estrelas por entre constelações,
Que rasgavam o céu
Mágicos e tão doces
Chamas que ardiam eternamente
No sabor suave de um olhar
Procurei-te
Só para que pousasses
Sobre mim, os teus olhos
Toda a sua beleza era infinita
Cristais, mais do que diamantes
Raros, nunca de ninguem
Mas para sempre desejados
Talvez fossem mesmo o Sol
Que se afundava no horizonte,
E que sobre o calmo som do mar
Se tornaram eternos
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Reflexões
-Na vida só se anda para a frente. Podemos olhar para trás e viver no passado, ou olhar para a frente e construir o futuro.
-Os nossos lábios são por vezes o espelho por onde outros não querem ver a sua imagem.
-A voz do coração é o som da verdade.
-Os olhos de quem amamos são como o por do sol, doces, mágicos e repletos de beleza.
-Respirar é a forma básica da vida. Sobreviver é a forma complexa de saber o que é viver.
-Por mais infinito que seja o céu, ele nunca fará parte de mim.
-O sabor do vento não passa de um sabor neutro, feito de ilusões.
-Não somos a Luz, somos uma chama. Ardemos e cessamos, a Luz é infinita.
-Um beijo é uma pedra. Muitos beijos são um palácio, o edifício da paixão.
-É verdade que há mentiras. Sendo assim, a mentira vive por entre as verdades
-Fechar os olhos e adormecer é cair em paz profunda. Sonhar é abrir os olhos, mantendo-os fechados.
-Caminhar devagar para um destino, é paciência. Caminhar para um destino, rompendo o trilho, é ganância.
-Quanto mais precisamos de sorte, menos ela precisa de nós.
-Os nossos lábios são por vezes o espelho por onde outros não querem ver a sua imagem.
-A voz do coração é o som da verdade.
-Os olhos de quem amamos são como o por do sol, doces, mágicos e repletos de beleza.
-Respirar é a forma básica da vida. Sobreviver é a forma complexa de saber o que é viver.
-Por mais infinito que seja o céu, ele nunca fará parte de mim.
-O sabor do vento não passa de um sabor neutro, feito de ilusões.
-Não somos a Luz, somos uma chama. Ardemos e cessamos, a Luz é infinita.
-Um beijo é uma pedra. Muitos beijos são um palácio, o edifício da paixão.
-É verdade que há mentiras. Sendo assim, a mentira vive por entre as verdades
-Fechar os olhos e adormecer é cair em paz profunda. Sonhar é abrir os olhos, mantendo-os fechados.
-Caminhar devagar para um destino, é paciência. Caminhar para um destino, rompendo o trilho, é ganância.
-Quanto mais precisamos de sorte, menos ela precisa de nós.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Sorrisos
Criações de felicidade
Desenhos de alegria
Expresso nos teus lábios
Impresso no teu coração
Rastos de magia
Sabores de paixão
Parece tão distante
O teu calmo respirar
Talvez nunca o venha a sentir
Talvez nunca o venha a provar
Um só sorriso
Que se mostra, doce
Mas tão divino
Que nunca poderia ser meu
Desenhos de alegria
Expresso nos teus lábios
Impresso no teu coração
Rastos de magia
Sabores de paixão
Parece tão distante
O teu calmo respirar
Talvez nunca o venha a sentir
Talvez nunca o venha a provar
Um só sorriso
Que se mostra, doce
Mas tão divino
Que nunca poderia ser meu
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Vida
Será que todos nós aprendemos a viver? Acho que poucos de nós sabem o que é a vida sequer.
-É possível que seja um texto onde as frases nos critiquem e caracterizem. Algumas magoam-nos, outras deliciam-nos. Somos arrastados para o fundo, magoados e feridos, mas por mais amargo que seja o sabor, só os cegos não encontram o seu caminho. A chuva molha-nos a todos, mas todos nós secamos.
-O coração bate apenas, forte ou fraco, consoante aqueles que o carregam. Mantém-nos vivos ate perder as suas forças e parar. É, por vezes, injusto que o faça quando mais precisamos dele. No entanto, é apenas mais um que nos vira as suas costas.
-A vida assemelha-se a uma viagem. Feita de passos, encontros e acontecimentos aleatórios, e despedidas. Seguimos vários caminhos e atingimos vários locais. Andamos sobre veludo, rocha e cinza, mas nunca paramos. Parar é ser derrotado. Por isso caminhamos, na esperança de encontrar um sítio onde o ar fresco nos preencha e a luz nos ilumine. Caminhamos para chegar ao topo.
-É na alma que guardamos os nossos tesoros e os nossos segredos. Esta tem duas faces. Uma que sorri eternamente para nós, outra que nos entristece só de a ver. A elas confiamos os nossos momentos e emoções. A alma absorve tudo, e com ela aprendemos. Ela enriquece-nos, mas controla-nos também. É essa a sua essência e magia. A magia de nos dizer quem somos
-É possível que seja um texto onde as frases nos critiquem e caracterizem. Algumas magoam-nos, outras deliciam-nos. Somos arrastados para o fundo, magoados e feridos, mas por mais amargo que seja o sabor, só os cegos não encontram o seu caminho. A chuva molha-nos a todos, mas todos nós secamos.
-O coração bate apenas, forte ou fraco, consoante aqueles que o carregam. Mantém-nos vivos ate perder as suas forças e parar. É, por vezes, injusto que o faça quando mais precisamos dele. No entanto, é apenas mais um que nos vira as suas costas.
-A vida assemelha-se a uma viagem. Feita de passos, encontros e acontecimentos aleatórios, e despedidas. Seguimos vários caminhos e atingimos vários locais. Andamos sobre veludo, rocha e cinza, mas nunca paramos. Parar é ser derrotado. Por isso caminhamos, na esperança de encontrar um sítio onde o ar fresco nos preencha e a luz nos ilumine. Caminhamos para chegar ao topo.
-É na alma que guardamos os nossos tesoros e os nossos segredos. Esta tem duas faces. Uma que sorri eternamente para nós, outra que nos entristece só de a ver. A elas confiamos os nossos momentos e emoções. A alma absorve tudo, e com ela aprendemos. Ela enriquece-nos, mas controla-nos também. É essa a sua essência e magia. A magia de nos dizer quem somos
Horizonte Que Te Desenhas Ao Longe
O horizonte desenha-se ao longe
Tão doce, tão gigantesco
Mas tão dificil de tocar
É talvez um producto da imaginação
Que nos faz esquecer a distância
E o torna num desejo
Talvez tu tenhas partido para esse horizonte
E te tenhas tornado num desejo
Na memória de um beijo
Que se desvanece onde morre o Sol
Tão doce, tão gigantesco
Mas tão dificil de tocar
É talvez um producto da imaginação
Que nos faz esquecer a distância
E o torna num desejo
Talvez tu tenhas partido para esse horizonte
E te tenhas tornado num desejo
Na memória de um beijo
Que se desvanece onde morre o Sol
Palavras
Palavras. O que são de facto palavras? São conjuntos de letras que ganham um sabor, um espírito. Juntas podem fazer tanto, do inimaginável como do imprevisível.
São a unidade da comunicação, da caracterização e da narração. São escritas, ditas ou pensadas. São doces, neutras ou amargas. São, quase, o ar que respiramos.
Sim, são só quase o ar que respiramos. E ainda bem, porque há outras formas de nos explicarmos e expressarmos. Um gesto, um olhar ou um beijo, são todos eles métodos de iniciar ou terminar um discurso magicamente.
Mas as palavras estão sempre lá, para dizermos a coisa certa ou a coisa errada. Para tecermos teorias e preconceitos. Para sermos hiperbólicos a falar de amor. Criamos e alimentamos o nosso vocabulário e dele nos servimos para falar de sentimentos que nutrimos por outros, e que outros nutrem por nós.
E as palavras evoluem e diversificam-se. Tornam-se nomes e adjectivos. Nascem metáforas e eufemismos. Criam-se adjectivações e exclamações. Juntam-se, amontuam-se e fazem frases, parágrafos e textos. Textos que dão origem a romances e odisseias.
Mas por maior que seja a obra, não passa de uma molécula. Uma molécula composta por átomos. Átomos que são, na verdade, palavras.
São a unidade da comunicação, da caracterização e da narração. São escritas, ditas ou pensadas. São doces, neutras ou amargas. São, quase, o ar que respiramos.
Sim, são só quase o ar que respiramos. E ainda bem, porque há outras formas de nos explicarmos e expressarmos. Um gesto, um olhar ou um beijo, são todos eles métodos de iniciar ou terminar um discurso magicamente.
Mas as palavras estão sempre lá, para dizermos a coisa certa ou a coisa errada. Para tecermos teorias e preconceitos. Para sermos hiperbólicos a falar de amor. Criamos e alimentamos o nosso vocabulário e dele nos servimos para falar de sentimentos que nutrimos por outros, e que outros nutrem por nós.
E as palavras evoluem e diversificam-se. Tornam-se nomes e adjectivos. Nascem metáforas e eufemismos. Criam-se adjectivações e exclamações. Juntam-se, amontuam-se e fazem frases, parágrafos e textos. Textos que dão origem a romances e odisseias.
Mas por maior que seja a obra, não passa de uma molécula. Uma molécula composta por átomos. Átomos que são, na verdade, palavras.
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